09 Fevereiro 2010

Vence o melhor vendedor

Tenho aqui dois casos para ilustrar por que as empresas precisam investir em (muito) bons vendedores.

O primeiro caso foi quando eu e o Ale estávamos procurando um novo sofá pra sala. Não sei se você já foi comprar sofá alguma vez na sua vida, mas não é uma coisa muito fácil de se fazer. Apesar de parecerem todos iguais, existem sofás de todos os tipos. Sofás com enconsto alto, com encosto baixo, com braço alto, com braço baixo, sofá duro, sofá mole, confortável, nem tanto, sofá cama, sofá que estica uma parte, sofá que fica curto na perna, sofá que não cabe direito a perna... enfim, existem milhares. Aí você entra numa loja em que o vendedor é meia boca, ele vai te mostrar de longe os três modelos que existem disponíveis na loja, vai te dizer as condições de pagamento (se você perguntar) e você vai embora frustrado. Pode até ter achado um sofá interessante, mas decide dar uma procurada em outras lojas pra ver se encontra um preço ou um sofá ainda melhor.
Aí você entra numa loja como a Sierra. A loja é enorme (muito maior do que eu imaginava que era, olhando de fora). Apesar da maior variedade, os preços são bem parecidos com os das outras lojas, e os móveis são tão bonitos quanto, também. Mas aí entra o diferencial: o atendimento. A moça não se deixa enganar por dois manés vestidos de bermuda, camiseta e chinelo e nos atende como se fôssemos os príncipes da Inglaterra. Faz questão de nos mostrar todos os sofás da loja, e que a gente sente em cada um deles ("porque tem que sentar pra poder escolher direito"). Ela sabe, pela nossa cara, qual foi o que a gente gostou mais e qual ela não vai mostrar de novo. Em momento de dúvida entre dois, ela mostra os dois de novo, explica as diferenças, dá a opinião dela (quando a gente pede) sobre qual ficaria melhor na nossa sala, e a gente acaba fechando negócio.

Aquela era a segunda loja que a gente tinha entrado. A gente ainda estava pesquisando preços, não tinha visto praticamente nenhum sofá. Mas a mulher convenceu a gente de que aquele era o sofá que a gente queria. E ela faz de um jeito que você não entra lá pra pesquisar, você entra lá pra comprar!
Então, se aquela vendedora não existisse, a gente teria olhado os sofás, visto os preços, saído e ido à loja seguinte pra fazer a mesma coisa. Prova de que um bom vendedor faz a diferença.

A segunda situação aconteceu semana passada, quando nós decidimos comprar um iMac. Os computadores da Apple são todos tabelados, então você vai encontrar em todos os lugares praticamente pelo mesmo preço. Você pode até encontrar um desconto aqui outro ali, mas é basicamente sempre o mesmo. Então esses dias nós estávamos de bobeira no Eldorado, esperando a chuva passar (hein? chuva em SP? que novidade é essa?) e resolvemos dar uma passada na Fast Shop pra namorar os Macs (até então eu queria um Macbook), e acabamos encontrando um iMac super legal por quase o mesmo preço do Macbook que eu queria. Estava com um desconto espetacular de R$ 400 para pagamentos à vista. O rapaz até que foi simpático em responder as nossas perguntas, mas ele estava ocupado instalando uma coisa no computador, e aparentemente não estava muito interessado em nos fazer levar a máquina. Ou achou que só estávamos xeretando, como muitos por ali (embora eu tenha claramente falado pra ele que eu estava interessada em comprar).
No dia seguinte passamos na Fnac. Lá fomos atendidos por um rapaz super simpático, que é específico para os produtos Apple. Ele mostrou os equipamentos, demonstrou alguns programas que vem instalados, disse que o ia e o que não ia na máquina, enfim, se desdobrou pra explicar por que aquela era a máquina dos nossos sonhos (embora nós já soubéssemos disso). E melhor, apesar de a Fnac ter um preço mais caro que a Fast Shop, ele nos garantiu que consegue cobrir o valor. Resultado: em um produto de valor tabelado, vence quem tem a melhor lábia. Vamos comprar na Fnac.

Tem lojista que acha besteira investir em bons vendendores, e acha que funcionário motivado é papo pra boi dormir. Mas com esses dois exemplos simples a gente consegue ver que a coisa não é bem assim. Portanto, lojistas, abram os olhos. Vendedor bom é importante, SIM!

Edição: Foi só falar bem da loja, que começou a dar dor de cabeça... Nosso sofá deveria ter chegado ontem, depois dos 35 dias de prazo que a loja deu. 35 dias já não é lá um prazo muito amigável, mas como se tratava de um sofá feito sob encomenda, que teria um tecido determinado por nós, não fizemos caso. Mas os 35 dias se passaram, o sofá não chegou, e quando entramos em contato com a loja, eles disseram que tiveram um problema na importação do tecido e por isso o sofá não estava pronto. Supondo que essa não seja somente uma desculpa esfarrapada, porque eles têm que esperar a gente ligar pra cobrar uma satisfação? Será que as lojas acham que a gente não se programa pra receber nossas encomendas? Eles não poderiam ter ligado pra gente, dizendo que tiveram um problema e que a entrega iria atrasar?
Agora a pergunta que fica na minha cabeça é: porque é que quando nós atrasamos um pagamento, nós temos que pagar multa por isso, mas quando as lojas atrasam uma entrega, não tem consequencia nenhuma pra elas? Qual é a justiça disso? O que eu posso fazer pra mudar isso? Se alguém souber, por favor me avise.

1 comentários:

Amarílis disse...

Sorte sua com o funcionário da FNAC SP. Os da FNAC Rio são horrorosos, uma má vontade...E ninguém sabe de nada... Nunca compro nada lá 9exceto livros e se tiverem mais baratos do que em outros lugares).